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Thursday, May 13, 2010

Três é Demais?

Três baixistas numa banda parece coisa de conversa de boteco depois de tomar todas, certo? Certo. O Freebass surgiu exatamente assim, segundo Peter Hook (Joy Division, New Order). O projeto tem ainda Andy Rourke (Smiths) e Mani (Stone Roses, Primal Scream). "A razão pela qual decidimos fazer foi porque todos riram da nossa cara quando surgiu a idéia. Então pensei, 'Que se danem! Nós vamos mostrar-lhes'", justifica Hook. Após lançar em Março o EP "Two Worlds Collide" que contava com três vocalistas convidados (Tim Burgess do Charlatans entre eles), o Freebass colocou à venda dia 24 de Abril o álbum "It's A Beautiful Life", no site FAC51 The Haçienda, todo com vocais do semi-desconhecido Gary Briggs. E, por mais estranho que possa parecer a idéia de três baixos, o disco presta. E melhor ainda: não lembra nenhuma ex-banda de algum integrante. Com teclados e programações bem discretinhas e sem virtuosismo exibicionista nenhum nas quatro cordas, "It's A Beautiful Life" pega leve num britpop inofensivo, bom de ouvir com seus refrãos pop, e que só arrisca algo pra mostrar o poder de fogo dos contra-baixos no dub "Stalingrad", com solos de escaleta e tudo. O baixo palhetado inconfundível de Peter Hook e o belo falsete de Briggs no refrão aparecem na ótima "The God Machine", talvez a melhor canção do disco. E "Secrets And Lies" condensa perfeitamente a idéia de Hook sobre três baixos na mesma música: "Mani faz a parte mais grave, Andy no meio e eu toco um pouco mais agudo... funciona muito bem!"

Nota: 6.5
Pra quem gosta de: Stereophonics, britpop, bandas com formações não convencionais.
Links: MySpace, Site, Facebook, Twitter.  

"The God Machine", FreeBass:

Tuesday, November 17, 2009

Imitar não é pecado

Se Ian McCulloch e Jim Kerr estivessem vivos musicalmente, acho que é isso que eles estariam fazendo. Assista aí abaixo o single "Switch" que faz parte do álbum "The Long And Dangerous Sea" lançado agora em Setembro pelos holandeses: o Moke aprendeu direitinho a lição com o Simple Minds e injeta riffs pegajosos e encorpados de sintetizador e guitarra mais os vocais Ian McCulloch de Felix Maginn pra resultar numa bela coleção de canções disco afora. Do meio pro fim o álbum perde um pouco o fôlego, mas a sequência inicial "The Long & Dangerous Sea"/"Switch"/"Love My Life"/"Black And Blue" é de fazer brilhar o olho. Ótimas melodias, cordas, saxofones e talvez um futuro promissor pra uma banda que faz britpop, mas vem de Amsterdam.